Desde o gol de Ghiggia do Uruguai contra o Brasil em 1950, que o goleiro passou a ser um maldito nacional.
Barbosa, a vítima emblemática, passou cinco décadas, até morrer em 2000, explicando o gol que deu a Copa para a Celeste.
A pena máxima pelo pior crime pelas leis brasileiras é 30 anos.
Barbosa, Castilho, Gylmar e Taffarel foram os melhores goleiros desse universo patropi.
Andrey, goleiro do América, falhou no gol do Boa Esporte.
Mas estava minutos antes tentando, ele próprio, fazer o gol do 2×2 que chegou.
E as defesas milagrosas de Andrey estão esquecidas?
Não podem estar.
Andrey é ótimo goleiro.
Tão arrojado que assusta.
O América perdeu (3×2) em lance capital mas o goleiro deve ser preservado.
Andrey, por exemplo, pega pelos três frangueiros do Vasco e mais seis meses.
É vida que segue.
Como a de Marcelinho Paraíba, chamado de velho pela imprensa do Sudeste como se a velhice fosse uma doença contagiosa.
Fez gol e chorou.
A lágrima faz parte do jogo.
Marcelinho teve a glória, Andrey merece respeito.
Por Rubens Lemos
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